terça-feira, 24 de outubro de 2017

PARA OUVIR O PERFUME



Por: Edu Planchêz


uns malacos tragos na ponta
que diego el khouri deixou
vadiando sobre os ossos
que foram dedos em aleister crowley

comporto em meu céu de estrelas

meu anel de caveira,
a arte de ter-te entre as pernas,
entre os ovários,
nos ovos de prata que compramos
nos arredores de nossas arbóreas saias

barraca armada,

estaca de gametas cravada
no que não rima, no que rima,
no que não rima, no que rima...

mais tragos, mais e mais


a cor vermelha, a cor azul,

a não cor, a cor que invento
para ouvir o perfume,
a fonte do perfume

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